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If Honeybees Become Extinct
Maio 2014 | Ajude As Abelhas

 

Conservação da Biodiversidade Brasil: 52 anos depois do livro "Primavera  Silenciosa" e a "Síndrome do Desaparecimento das Abelhas"
13 | Setembro | 2019 | Spacenews
What's behind the decline in bees and other pollinators? (infographic) |  News | European Parliament


Resumo : Dada a importância das abelhas para alimentação no mundo, os dados relacionados a queda vertiginosa em suas populações deveriam alarmar todo mundo e o governo deverá urgenetemente criar incentivos para sua criação, caso contrário se a tendência da extinção delas continuar chegaremos mais cedo ao apocalipse.

Introdução

O investimento em abelhas representa milhares de beneficios a agricultura e a nossa saúde (principalmente ao evitar o açucar industrial contendo toxidades e gerando consequências de rejeição ao açucar (lembrando que diabetes que tem explodido para quase 1 bilhão de casos , é uma doença auto-imune de defesa do organismo contra sobretudo o açucar e que há tipos de mel que combatem diabetes) . Quantos frutos deixam de existir por falta de polizinadores , quanto alimento não acontece por falta delas, as abelhas.

Portanto todo cuidado ainda será pouco diante de tanta importância das abelhas. Aqui fizemos uma pesquisa sobre as principais patologias apícolas , seus inimigos naturais e as estatísticas alarmantes de seu desaparecimento no mundo .


Patologias apícolas de crias e adultos;


Na Embrapa achamos 4 doenças em crias :

As principais doenças que afetam crias de abelhas são:


Cria Pútrida Européia (CPE)

Agente causador: bactéria Melissococus pluton. As larvas são infectadas quando comem alimento contaminado.
Ocorrência e danos: pode ocorrer em todo o território nacional, mas geralmente não causa sérios prejuízos.

Sintomas:

  • Favos com muitas falhas, opérculos perfurados (Figura 2a).
  • A morte ocorre geralmente na fase de larva, antes que os alvéolos sejam operculados.
  • As larvas doentes encontram-se em posições anormais, podendo ficar contorcidas, nas paredes dos alvéolos (Figura 2b).
  • Mudança de cor das larvas que passam de branco-pérola para amarelo até marrom (Figura 2b).
  • Pode apresentar cheiro pútrido (de material em decomposição) ou não.
  • Quando as larvas morrem depois da operculação, aparecem opérculos escurecidos, afundados e perfurados.


Figura 2. Sintomas de Cria Pútrida Européia: área de crias com muitas falhas (a) e mudança de posição e coloração das larvas (b).

cria putrida

Controle:

  • Remoção dos quadros com cria doente.
  • Trocar rainha suscetível por outra mais tolerante.
  • Evitar uso de equipamentos contaminados quando manejar colmeias sadias.

Cria Pútrida Americana (CPA)

Agente causador: bactéria Paenibacillus larvae. As larvas são infectadas quando comem alimento contaminado.

Ocorrência e danos: no Brasil, foi recentemente detectada em colmeias no Rio Grande do Sul. A contaminação ocorreu porque os apicultores alimentaram as abelhas com mel e pólen importados, contaminados com a bactéria. Essa doença pode provocar sérios prejuízos, pois seu controle é bastante difícil, já que a bactéria é resistente a antibióticos e pode permanecer no ambiente por muito tempo. Por isso, não se recomenda a importação de produtos apícolas ou rainhas de países que apresentem níveis altos de infestação.

Sintomas:

  • Favos falhados (Figura 3a) com opérculos perfurados (Figura 3b), escurecidos e afundados.
  • Morte na fase de pré-pupa ou pupa.
  • Larvas com mudança de cor, passando do branco para amarelo até marrom-escuro;
  • Cheiro pútrido.
  • As larvas mortas apresentam consistência viscosa, principalmente quando apresentam coloração marrom-escura. Para verificar isso, deve-se fazer o teste do palito que consiste em inserir um palito rugoso no alvéolo, esmagar a cria e puxar devagar, observando-se, então, a formação de um filamento viscoso (Figura 4a).
  • Quando a morte ocorre na fase de pupa, observa-se geralmente a língua da pupa estendida de um lado para o outro do alvéolo.
  • Presença de escamas (restos da cria já seca e muito escura) coladas nas paredes do alvéolo e de difícil remoção (Figura 4b).


Figura 3. Sintomas de Cria Pútrida Americana: favos falhados (a) e opérculos perfurados (b).

cria putrida americana


Figura 4. Sintomas de Cria Pútrida Americana: consistência viscosa da cria – teste do palito (a) e restos de crias mortas e ressecadas colados nas paredes do alvéolo (b).

consistencia viscosa

Controle:
Não utilizar antibióticos para tratamento preventivo ou curativo, pois pode levar à resistência da bactéria e contaminar os produtos da colmeia, além de ser um gasto adicional para o apicultor. O tratamento preventivo pode ainda esconder os sintomas da doença.
Quando o apicultor suspeitar da ocorrência da CPA em seu apiário, deve tomar as seguintes medidas:

  • Marcar as colônias com sintomas de CPA.
  • Realizar anotações sobre as colônias afetadas e relatar a ocorrência para sua associação e autoridades competentes, tais como: instituições de ensino e pesquisa que trabalhem com Apicultura, Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), Delegacia Federal de Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
  • Enviar amostras dos favos com sintomas para análise em laboratórios especializados no diagnóstico de doenças de abelhas.
  • Limpar equipamentos de manejo (luvas, formão, fumigador, etc.) e não utilizá-los nas colônias sadias;
  • Após comprovação da doença por meio do resultado da análise laboratorial, destruir as colônias afetadas; para isso, pode-se optar pela queima da colmeia completa ou, se o apicultor quiser preservar as caixas, deve matar as abelhas adultas e depois queimá-las juntamente com os favos. Para o reaproveitamento das caixas, elas devem ser esterilizadas;
  • A esterilização das caixas pode ser feita de duas maneiras: mergulhando as peças em parafina a 160ºC durante 10 minutos ou em solução de hipoclorito de Sódio a 0,5% durante 20 minutos.

Para evitar a disseminação dessa grave doença no Brasil, os apicultores devem estar bastante atentos para nunca utilizarem mel ou pólen importados para alimentação de suas abelhas no período de entressafra, pois esses produtos podem estar contaminados e, conseqüentemente, contaminarão as colmeias.

Esses produtos poderão ser vendidos a preços baixos, parecendo ser vantajoso utilizá-los para evitar a perda de enxames. Entretanto, isso poderá provocar sérios prejuízos no futuro, caso a doença seja introduzida e disseminada em nossa região.

Cria Ensacada

Agente causador: Vírus “Sac Brood Virus” (SBV). No Brasil, entretanto, a doença tem como agente causador o pólen da planta barbatimão (Stryphnodendron sp.) e não o vírus. Desse modo, a doença passou a ser chamada Cria Ensacada Brasileira.
Ocorrência e danos: em áreas onde ocorre a planta barbatimão. A doença tem ocasionado prejuízos em várias regiões, exceto nos estados do Sul do Brasil. Em alguns casos, pode provocar 100% de mortalidade de crias, chegando a destruir uma colônia forte em menos de dois meses (Message, 2002).

Sintomas:

  • Favos com falhas e opérculos geralmente perfurados.
  • A morte ocorre na fase de pré-pupa.
  • Não apresenta cheiro pútrido.
  • Coloração da cria: cinza, marrom ou cinza-escuro (Figura 5).
  • Ocorre a formação de líquido entre a epiderme da larva e da pupa em formação. Quando a cria doente é retirada do alvéolo com o auxílio de uma pinça, apresenta formato de saco (Figura 5), ficando o líquido acumulado na parte inferior.


Figura 5. Pré-pupas com sintomas de Cria Ensacada

prepupas

Controle:

  • Evitar a instalação de apiários em locais com incidência da planta barbatimão.
  • Utilizar alimentação artificial das colmeias na época de floração do barbatimão.
  • Alguns apicultores relatam que deixando de manejar a colmeia afetada, evita-se a perda do enxame. Segundo eles, o manejo estimula a atividade forrageira da colônia, o que intensifica a coleta do pólen tóxico.


Cria Giz

Agente causador: fungo Ascosphaera apis.

Ocorrência e danos: A incidência dessa doença no Brasil tem sido baixa, havendo relato de poucos casos nos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Existe a possibilidade de ser introduzida por meio da alimentação das colmeias com pólen importado contaminado.

Sintomas:

  • Favos com falhas e opérculos geralmente perfurados.
  • A morte ocorre na fase de pré-pupa ou pupa.
  • Não apresenta cheiro pútrido.
  • A cria morta apresenta coloração branca ou cinza-escuro e aspecto mumificado (rígida e seca) (Figura 6).


Figura 6. Crias com sintomas de Cria Giz.

cera giz

Controle:

  • Como medida preventiva, recomenda-se não utilizar pólen importado ou das regiões do Brasil onde a doença foi detectada para alimentação das colmeias.

Doenças e parasitoses de abelhas adultas

Doenças em adultos são mais difíceis de ser diagnosticadas em campo porque muitas vezes apresentam sintomas similares. Desse modo, para a confirmação de doenças ou endoparasitoses, devem-se enviar amostras a laboratórios especializados, seguindo as recomendações indicadas no item Como enviar amostras de abelhas com sintomas de doença para análise em laboratório.

O sintoma geral da ocorrência de doenças em abelhas adultas é a presença de abelhas mortas ou moribundas, rastejando na frente da colmeia. Entretanto, esses sintomas também ocorrem quando há intoxicação das abelhas por inseticidas.

Nosemose

Agente causador: protozoário Nosema apis.

Ocorrência e danos: No Brasil, ocorreu com certa freqüência até a década de 80 e, nos últimos anos, não tem sido detectada. O protozoário afeta principalmente o ventrículo (estômago da abelha) causando problemas na digestão dos alimentos e pode provocar disenteria. A doença diminui a longevidade das abelhas, causando um decréscimo na população e, conseqüentemente, na produtividade das colmeias.

Sintomas:

  • Abelhas com tremores e com dificuldade de locomoção. O intestino apresenta-se branco-leitoso, rompendo-se com facilidade.
  • Operárias campeiras mortas na frente do alvado. Em alguns casos, encontram-se fezes no alvado e nos favos.

Acariose
Agente causador: ácaro endoparasita Acarapis woodi

Ocorrência e danos: assim como a nosemose, a acariose foi mais freqüente até as décadas de 70-80, não sendo mais considerada problema nos apiários brasileiros. O ácaro se aloja nas traquéias torácicas, perfurando-as e alimentando-se da hemolinfa (sangue das abelhas). O ataque do ácaro pode diminuir a longevidade das abelhas e, conseqüentemente, reduzir a população da colmeia, provocando perdas na produção.

Sintomas:

  • Abelhas rastejando na frente da colmeia e no alvado, com as asas separadas, impossibilitadas de voar.

inimigos naturais das abelhas;

cupins

desaparecimento das abelhas no Brasil e no mundo

Desaparecimento de abelhas – Fenômeno ameaça segurança alimentar Carolina Cunha Da Novelo Comunicação Nos últimos anos um problema preocupa países de todo o mundo: o desaparecimento e a morte massiva das abelhas. O sumiço delas é relatado em vários países. Existem 20 mil espécies de abelhas catalogadas, mas um quarto das espécies está sob ameaça de extinção. O fenômeno ganhou o nome de Distúrbio de Colapso de Colônia (CCD), uma epidemia que pode dizimar uma colônia em poucos dias. Os Estados Unidos é o país mais afetado. De 1940 até hoje, o número de colmeias caiu pela metade. Na Europa, houve um declínio de 50% nos últimos 25 anos.

No Brasil, ainda não existem dados para entender com precisão a escala desse declínio. Além da perda da biodiversidade natural, o desaparecimento das abelhas pode ameaçar a existência de alimentos no futuro, pois colocará em risco a produtividade agrícola. Isso porque muito mais do que produzir mel, esses insetos cumprem um importante serviço ambiental: são agentes polinizadores da natureza, responsáveis pela reprodução e manutenção das plantas e do equilíbrio da biodiversidade. Pólen e néctar são os principais alimentos das abelhas, que os buscam de flor em flor.

É possível que agentes patógenos (vírus, fungos, bactérias) possam afetar algumas espécies. Uma das causas já apontadas é o vírus da asa deformada (conhecido como DWV na sigla em inglês), que tem como vetor o ácaro da espécie Varroa. O vírus pode matar colônias durante o inverno e suas maiores vítimas são as abelhas europeias (Apis mellifera). Na França, a taxa de mortalidade das abelhas triplicou e 100 000 colônias de Apis mellifera foram perdidas desde 1995

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