Sodré GB Neto


O número de variáveis de qualquer sistema vivo e inorgânico que estudamos é infinito; Aquilo que conseguimos entender um pouco, criamos representações, modelos, dialéticas, ideologias, doutrinas, especilizações, interpretações e explicamos ou tentamos dominar qualquer área, contudo, percebemos que há sempre mais fronteiras não percebidas e que quando achamos uma resposta se abrem 1000 perguntas novas , a abertura de novas e novas especialidades as quais condenam a superficialidade os estudos anteriores , demonstram de forma tão patente isso que podemos afirmar categoricamente que o aumento do conhecimento gera cada vez mais uma maior conscientização daquilo que não sabemos, o que nos remete ao grande filósofo Sócrates quando disse :

Só sei que nada sei, sabendo que nada... Socrates - Pensador

Ou remete mais ainda a Jesus que enfatizou que a fé é melhor que o saber .

Bem-aventurados aqueles que não viram e acreditaram – Artigos Cristãos



O problema maior é que o homem em geral, quando sabe de alguma coisa, se sente automaticamente superior aquilo, e como somos na maioria dos casos dotados de falta de sabedoria (e cada vez mais ), isso nos leva a termos a ilusão de que “sabemos” aquilo, quando na verdade, apenas estamos arranhando quaisquer superficies, mesmo e sobretudo se tratando dos maiores cientistas num área específica.

Exatamente por isso que desde Sócrates que grandes sábios parecem enfatizar muito mais o “não saber” enquanto garotos e/ou adultos imaturos , afirmam arrogantemente e precipitadamente as coisas.

Alguns exemplos recentes da ciência de grande sabedoria e relevância medidas pelo índice Scopus e outros , declarando mais o que não sabe do que o que se sabe podemos citar aqui :

1. James Tour , provavelmente o bioquimico mais destacado na atualidade , considerado entre os 10 maiores pela revista New York Times e outras agencias de medição, pra resumir , vejam as realizações deste gigantesco cientista:



Neste vídeo James Tour deve repetir que não sabemos como a vida se formou umas mil vezes , dando os detalhes deste “não saber” :

Mesmo assunto Junto a cientistas da Andrews
https://www.youtube.com/watch?v=OYHHIBIZF8o&t=841s


Repetindo a mesma ideia, em português, temos uma aula bastante técnica na apresentação da bioquimica Ana Maria Garzon que A R Toledo assim resumiu :

“O DNA é uma molécula que contém as instruções para o funcionamento de todos os seres vivos. A função mais importante do RNA é a produção de proteínas, que por sua vez são formados por aminoácidos unidos por ligações pepitídeas e participam de todos os processos biológicos.

O RNA é composto por uma ribose (que é um carbohidrato ou açucar), um fosfato e as bases nitrogenadas (Adenina – A e Guanina – G são as purinas/um anel; Citosina – C e Uracila – U são as pirimidinas/dois anéis ) O DNA é composto por uma Desoxiribose (que é um carbohidrato ou açúcar), um fosfato e as bases nitrogenadas (Adenina – A e Guanina – G são as purinas/com um anel; Citosina – C e Timina – T são as pirimidinas/com dois anéis ). A dupla fita do DNA ocorre devido à interação da A com T e da G com C.

O dogma central da biologia molecular é: “para formar uma proteína é necessária a informação descrita no DNA. O RNA mensageiro (RNAm) recebe esta informação, isto é, ela lhe é transcrita; então o RNAm deixa o núcleo e se liga a um ribossomo, e nesta máquina celular, composta de RNA e proteínas, a sequência de aminoácidos é montada e uma proteína assim é sintetizada”. As proteínas são necessárias e estão presentes em todos estes processos de transcrição ao RNAm e síntese de novas proteínas.

Daí o primeiro paradoxo da origem espontânea da vida: as primeiras moléculas de RNA e as primeiras proteínas ainda não existiam para dar sequência à tais transcrissões de novas proteínas. Atribui-se ao RNA a capacidade de catálise e de armazenar informação genética: isto lhe conferiria uma hipotética ancestralidade para os ribossomos e o DNA – o que não foi adequadamente esclarecido, e permanece obscuro.

A apresentação do LUCA (LastT Universal Common Ancestor) como ponto de partida para a teoria da evolução é uma opção dos evolucionistas que não trouxe resposta ao problema do primeiro paradoxo – que não foi resolvido! A questão da sopa primordial e o surgimento do primeiro RNA no meio abiótico. O único RNA que é utilizado pra formar vida é composto por uma D-ribose (são oito os ribonucleotídeos, cuja única diferença entre eles está na posição espacial do radical OH (hidroxila): embora tenham as mesmas propriedades químicas e físicas, as propriedades biológicas destas pentoses são diferentes .

Num meio abiótico (ou sopa primordial), não é a D-ribose a única presente, mas todos os seus outros vários açúcares assemelhados: no momento de formação da fita do RNA, qualquer um destes outros açúcares podem reagir e integrar o RNA. Assim, deve-se considerar a probabilidade real de apenas as moléculas de D-ribose entrarem de forma exclusiva na formação daquela fita de RNA em detrimento de seus diversos assemelhados. Basta qualquer outra pentose que não a D-ribose entrar na sequência para inviabilizar a formação de um RNA adequado à vida. Dentre os oito estereoisômeros da ribose, a D-ribose é a quimicamente menos estável – isto é, se degrada rapidamente, criando outro desafio para sua formação na sopa primordial.

Além disto, quando em solução, 99% da D-ribose ali está em cadeia fechada – o que limita sua propensão a formar novos compostos. Mais: destes de cadeia fechada, apenas a beta-D-ribofuranose (a D-ribose em cadeia fechada), é a utilizada, e constitui apenas 18% desta D-riboses. Assim, apenas uma forma de D-ribose entre 40 poderia entrar na sequência do RNA para sua formação. Qual a hipótese de formação da ribose em uma sopa primordial (ou meio abiótico)? Foi apresentada a hipótese da reação de um formaldeído e da aldose, gerando a formose. O formaldeído, submetido a alta temperatura, se polimerisa, gerando daí novos compostos, com número crescentes de carbono. Novo paradoxo: como na teoria da sopa primordial a temperatura continua alta, a polimerização do formaldeído continuaria indefinidamente, de modo que após a formação da aldose (dois carbonos), ela continuaria a se polimerizar em outras moléculas com ininterrupto acréscimos de carbonos: nada é explicado de como esta reação é interrompida – um detalhe essencial.

Caso esta reação seja conduzida em um laboratório, mesmo nas condições ideais e sob supervisão de um químico, ela rende menos de um por cento de riboses, devido à grande diversidade de açúcares formados. Outras condições necessárias para a geração da formose, como proposto para a sopa primordial: (a) a presença de formaldeído em uma concentração 100 vezes superior a encontrada no oceano primitivo; a (b) ausência de oxigênio – o que não era esperado na atmosfera primitiva, onde já o tinhamos presente; (c) que o formaldeído houvesse se acumulado em 10 milhões de anos antes do início daquelas reações – improvável para um composto que reage facilmente.

Outros obstáculos para a disponibilidade da ribose: a um PH ideal, neutro (de 7), e a 100°C, a meia vida desta é de 73 minutos – o que diminui em muito sua oferta na “sopa” – porém, as fontes hidrotermais (ambiente natural da “sopa”), tem uma temperatua de 200 a 350°C, o que leva a uma degradação muito mais rápida da ribose. Também são obstáculos: o borato como estabilizador da ribose. Para tal efeito estabilizador ocorrer, (a) o borato deveria ter uma concentração na sopa de 40 a 80 vezes a da ribose; (b) o PH da sopa deveria estar entre 12 e 12,2 ;(c) a temperatura deveria estar entre 45°C ± 3°C; e deveria haver na “sopa” a (d) presença de Cálcio, como catalisador da reação.

As críticas à metodologia do artigo que propõe esta ação do borato: (a) se baseia em uma pureza de 95% de D-ribose na “sopa” – sendo que numa situação real ela não ultrapassaria 18%; (b) usa a concentração irreal de borato (de 40 a 80 vezes a da ribose); (c) o borato entraria na composição da alfa D-ribofuranose, mas ocorre que a vida utiliza apenas a beta D-ribofuranose . Esta reação não ocorreria com a beta D-ribofuranose devido à posição de seus radicais hidroxilas.

As incompatibilidades do mundo do RNA com o oceano primitivo: (a) a decomposição da base nitrogenada estudada, a citosina, assim como a da ligação fósforodiester, e da ribose, decresce rapidamente à medida que a temperatura do meio aumenta; e (b) e em PHs onde a ribose é mais estável (mais ácido), a ligação fosfodiesterase é menos, e vice-versa. A máxima estabilidade entre ribose, citosina e ligação fósforodiester ocorre em um PH próximo a 5 (ácido). Contudo, exige-se um PH próximo a 12 para que o borato estabilize a ribose. Isto é, o oceano primitivo esteve adverso a tais reações favoráveis à formação do RNA. O artigo de Stanley L Miller de 1963 utilizou em seu experimento uma atmosfera sem oxigênio (redutiva), o que não pode ser poroposto com idoneidade, pois já existia este gás disponível. Este autor, reconhece, em artigo de 1998, que a origem da vida deveria ter ocorrido em uma janela de tempo inferior a 100 anos e sem a presença de Adenina, Guanina, Uracila e Citosina – pois a 100°C estas se decompõe em 1 ano (A e G), 12 anos (U) e 19 dias (C). Contudo, todos os seres vivos conhecidos usam estas bases nitrogenadas; Artigo sobre o potencial termodinâmico para a síntese abiótica de bases nitrogenadas, desoxiribose em sistemas hidrotermais: as concentrações de formaldeído e ácido cianídrico (HCN) são fortemente dependentes das temperaturas, prevalecendo concentrações maiores em temperaturas mais baixas. A elevada favorece sua formação, mas acelera sua degradação! As “sopas primitivas” ou meios abióticos, se opõem, também, à formação do RNA. O encontro de ribose e outros açúcares em um meteorito: a concentração do total de açúcares foi muito baixa – e considerando-se que apenas a beta D-ribofuranose pode ser utilizada no RNA da vida, esta diluição se verificou aumentada mais de doze vezes. Ainda: A ribose é o mais instável destes açúcares. Como seria uma sopa primordial? Uma mistura dos mais diferentes tipos de moléculas que reagem desordenadamente entre si.

Mesmo que, nesta probabilidade ínfima, uma molécula de RNA se forme, suas ligações hidroxilas são muito instáveis, o que a leva a um processo de clivagem muito prontamente: o RNA é quimicamente muito instável! A melhor hipótese de formação de RNA para dar origem a vida é muito frágil, com detalhes chaves que permanecem obscuros! Artigos científicos em revistas renomadas são citados. Livros de referência, como o PRINCÍPIOS DE BIOQUÍMICA – de Lehninger (ou A Célula, de G Cooper e R Hausman), menciona, de forma obstinada e mentirosa, que as evidências, em favor da formação expontânea do RNA, são crescentes: estas evidências inexistem! A hipótese do mundo do RNA, com sua origem em meio abiótico ao longo de milhões de anos, não é viável.”

Mas por outro lado achamos um quimico inexperiente “refutando” o Dr. James Tour o qual recebeu 14 respostas do mesmo .

https://www.youtube.com/watch?v=Jf72o6HmVNk