A Taxonomia Antes e Depois de Darwin

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August 2020 DOI: 10.13140/RG.2.2.34443.72487 

“Como lembra Rieppel (2005), o ramo das ciências biológicas chamado sistemática alcançou hoje maturidade justamente porque pretende substituir grupos não-monofiléticos por grupos monofiléticos, conforme preconizou Hennig (1966). A cladística permite que jantemos dinossauros tranqüilamente, na segurança das nossas casas, sem que para isso tenhamos que entrar em uma máquina miraculosa e viajar para o passado.”

https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1678-31662008000200003&script=sci_arttext&tlng=pt#back1

“”Como se pode depreender desse panorama geral, a taxonomia clássica seguiu à risca a tradição de Darwin, Wallace e Haeckel no que tange ao não desenvolvimento de um método objetivo para a obtenção das classificações biológicas. Sistematas como Simpson (1961) viam na prática classificatória uma mistura de ciência e arte, uma vez que se fazia necessário o balanceamento de um amplo espectro de considerações e o equilíbrio não partia de um método rotineiro. Assim, um taxonomista “evolutivo” ou “clássico” deveria construir cenários elaborados sobre a evolução de determinado grupo e esse cenário serviria para a construção de sistemas classificatórios. Dessa forma, essa “escola” de sistemática baseava-se muito mais na autoridade de um pesquisador sobre determinada área do que em um método passível de repetição. Como as classificações oriundas da taxonomia clássica estão profundamente arraigadas às concepções e ao conhecimento prévio dos seus autores, não há como esperar que duas delas, obtidas independentemente por pesquisadores trabalhando com o mesmo grupo de estudo, sejam congruentes ou ao menos semelhantes, do ponto de vista das relações de parentesco entre os organismos considerados. Em breves palavras, não há um método. Essas hipóteses não podem ser confrontadas à luz de novas evidências ou a partir da análise de sua coerência interna: classificações da taxonomia clássica não são científicas, visto que não configuram hipóteses testáveis ou falseáveis (cf. Popper, 1959, 1962, 1972). As chamadas árvores evolutivas da taxonomia clássica são apenas asserções sem fundamentação metodológica adequada.” https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1678-31662008000200003&script=sci_arttext&tlng=pt

“A biologia é complicada. Raramente encontramos limites categóricos ou processos limpos e isolados. Isso pode dificultar as coisas para os biólogos, porque muitas vezes é estrategicamente sábio isolar os sistemas que procuramos estudar e simplificar as questões de pesquisa que buscamos. Reconhecer a discordância é reconhecer que essa bagunça é amplificada. No entanto, esta também é uma grande oportunidade para biólogos, e vale a pena fazer uma pausa para apreciar as novas ferramentas conceituais e metodológicas que estão sendo desenvolvidas e que continuarão a avançar nossa compreensão desses sistemas complexos.” https://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/text-idx?cc=ptpbio;c=ptb;c=ptpbio;idno=16039257.0011.021;view=text;rgn=main;xc=1;g=ptpbiog

Figura 4: Filogenia de Darwin (Darwin [1859] 1964).  Domínio público, de Wikimedia Commons, licenciado sob CC BY-SA 3.0.
Figura 4: Filogenia de Darwin (Darwin [1859] 1964). Domínio público, de Wikimedia Commons , licenciado sob CC BY-SA 3.0.

“Notoriamente, esclarecer precisamente quais tipos de grupos de organismos devem ser tratados como espécies tem sido uma fonte contínua de desacordo. Apenas olhando para a figura de Darwin, por exemplo, podemos discordar sobre o quão inclusivos devemos ser no agrupamento desses produtos como uma espécie. Também podemos discordar sobre quais critérios devemos usar para determinar quais grupos são grupos de espécies (em oposição a outros tipos de grupos), por exemplo, podemos aplicar um princípio de cruzamento, ou troca genética, ou ocupação de um nicho ecológico compartilhado , ou descendência comum compartilhada, etc .; às vezes esses agrupamentos se alinham, outras vezes não. Podemos estar comprometidos com uma abordagem prospectiva que agrupe como espécie aquelas coisas que pensamos que continuarão a persistir como grupos; em contraste, a adoção de uma abordagem retrospectiva identifica como espécie aqueles grupos que historicamente se mantiveram juntos por alguns critérios específicos (Harrison, 1998).”

Isso não é surpreendente e decorre dos compromissos centrais da reconstrução da filogenia. Felsenstein (1988) afirma isso com clareza característica, colocando-o claramente:

Se cada local em um conjunto de sequências mudou apenas uma vez na evolução de um grupo, então a base recém-surgida será compartilhada por todas as espécies descendentes da linhagem em que a mudança ocorreu. Se esse fosse o caso em todos os locais, então os conjuntos de espécies com as novas bases estariam perfeitamente aninhados ou separados, nunca se sobrepondo, a menos que um conjunto de espécies fosse incluído no outro. Seria possível erguer uma árvore na qual poderíamos explicar a evolução do grupo com apenas uma única mudança em cada local. Isso pode ser feito pela inspeção dos conjuntos de espécies definidas em cada local variável. Se alguns desses conjuntos de espécies se sobrepõem sem serem aninhados, há conflito entre as informações fornecidas por diferentes locais.A maioria das questões interessantes na reconstrução da filogenia está em como resolver esses conflitos . (524, ênfase adicionada)”

https://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/text-idx?cc=ptpbio;c=ptb;c=ptpbio;idno=16039257.0011.021;view=text;rgn=main;xc=1;g=ptpbiog

Em recente resumo de outro trabalho na mesma linha desta nossa publicação abaixo, assim expressou o Dr. joel@joelvelasco.net:
“Apesar da enorme importância e uso generalizado do termo, não está claro exatamente o que é uma filogenia e o que uma árvore filogenética representa. Um pensamento natural é que uma filogenia deve representar a “história dominante” do fluxo de informações genéticas. Aqui, vou me concentrar em métodos nos quais uma árvore é determinada por árvores de genes de entrada. Eu comparo várias possibilidades de como fazer isso, incluindo árvores de consenso, o método tripleto R * e métodos de concordância. Eu tornei precisa a noção de um fator de concordância e então comparo as árvores de concordância com as árvores de espécies, que tentam rastrear histórias populacionais ao longo do tempo. Eu mostro que mesmo nas circunstâncias mais idealizadas, é possível que a árvore de concordância primária seja diferente da árvore de espécies. Eu argumento que quando essas árvores diferem”

https://doi.org/10.3998/ptpbio.16039257.0011.020

https://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/text-idx?cc=ptpbio;c=ptb;c=ptpbio;idno=16039257.0011.021;view=text;rgn=main;xc=1;g=ptpbiog

Resumo: O sistema de datação antes e depois de Cristo, foi desenvolvido em 525 DC ou AD pelo monge Dionisio de Exíguo, mas foi mais amplamente usado a partir de 800 DC[1]. A existência de Jesus fundando um pensamento que impactou e transformou a humanidade,  despertou diversas mudanças, expressões artísticas, literárias e até mesmo mudanças no nosso calendário ocidental que passou a dominar a contagem dos tempos em praticamente todo mundo. Na historia da ciência ocorreu semelhante situação desde a publicação de “Origem das Espécies” de Charles Darwin em 1859, que transformaria toda maneira de entendimento científico em praticamente todas as áreas que se viram rapidamente transformadas  pelo pensamento darwiniano: Podemos apresentar aqui inúmeros exemplos na astronomia com evolução do universo, das estrelas, do planeta terra, e praticamente todas as áreas sofreram transformação em suas interpretações dos fatos,   sobretudo na interpretação  da historia dos seres vivos.

Juntamente com tais renovações no pensamento se criou um entusiasmo gigantesco na comunidade acadêmica quando se cita o nome de Darwin . Museus , livros, comunidades, clubes, militância, apologética darwinista estão onipresentes em todos os cantos universitários e podemos calcular,  que ainda possa existir uma proposta para que se divida a historia da ciência em AD (antes de Darwin) e DD (depois de Darwin), o que já ocorre em muitas considerações . Entre as muitas mudanças operadas na ciência pelo darwinismo , destacamos aqui a taxonomia que foi radicalmente transformada de mero sistema abstrato de classificação dos seres vivos, para se transformar em uma árvore evolutiva.

Regras de classificação que eram mais morfológicas mudaram e cada vez mais a teoria da evolução foi capturando qualquer semelhança para interpretar em parentesco distante ou próximo. Os critérios e esquemas abstratos organizacionais, que eram usados pelos taxonomistas para simplesmente organizar o mosaico de múltiplas diferenças  entre os seres vivos, passaram a ser entendidos como parentesco principalmente depois de 1859,  quando  o evolucionismo passou a reinterpretar toda e qualquer semelhança como rastros da história evolutiva.

Foi dada bastante ênfase no fato especiação como sendo capaz de ter gerado toda biodiversidade .O fato biológico  de algumas formas de vida terem possibilidade ou não de se cruzarem, foi para muitos casos totalmente ignorado, pois se lançou a ideia de que tudo um dia se cruzou,  transformando a ciência dos fatos verificáveis, testáveis e falseáveis  na biologia, em um tipo de “profecia” que no futuro tudo poderia se provar estar relacionado parentalmente e evolutivamente. Se criou  de 20 a 30 definições de espécie[1][2] de forma que   podemos parafrasear o pai da taxonomia dizendo: Deus criou, Lineu organizou e ao darwinismo fez multiplicar  muitas relações e nomes novos de espécies, famílias, super famílias, na  nova “organização” taxonômica.

Até hoje não se confirmou o cumprimento das profecias de Darwin quanto a relação parental parafilética de táxons mais altos   e por mais que os fósseis destruam completamente esta esperança, sobretudo  com as confissões desconcertantes do pontualismo,  ainda se sustenta a historia evolutiva agora com simulações de computador e múltiplos “ad hocs” tentando justificar fatos como a repetição morfológica fóssil (evidência óbvia de sepultamento de populações) , com interpretações que consideram primeiramente tais fatos padrões como  “anomalias” , depois  a chamam de algo inexplicado (” paradoxo da estase morfológica”) com inúmeros artigos tentando justificá-la e/ou resolver o o que Ernest Mayr chamou de principal problema da teoria da evolução,  preenchendo assim  os elos perdidos de Darwin com diversas  explicações, justificativas, uma condenando a outra como insuficiente  e um diluvio de publicações paleontológicas fabricando elos perdidos transicionais com simulações de computador finalmente  “encontradas” .

Palavras-Chave: Taxonomia, cladística, clado, baraminologia, tipos básicos ancestrais, biologia dos tipos básicos, especiação em tempo real, padrões de surgimento pronto fóssil, paradoxo da estase morfológica, plasticidade das espécies, epistemologia, criacionismo, design inteligente.

Introdução

Apesar do critério de cruzamento continuar sendo o principal mesmo nas taxonomias modernas, as muitas definições para espécie, não ajudam nada a organizar pois se não temos uma regra comum, cada um vai estabelecer como espécie o critério que achar mais conveniente ao seu ponto de vista, e talvez o único ponto “positivo” disso, é que teremos um “aumento” significativo de biodiversidade (perdoem as aspas).

A desordem começou porque Darwin rejeitava o conceito corrente entre cientistas naturalistas da sua época. Eles usavam “espécies originais” criadas, que o tempo todo Darwin tentava substituir por ascendência super ultra comum sem nenhum limite parental; uma verdadeira suruba promiscua e anti-científica parafilética foi prevista no lugar da organização taxonômica da cladística monofilética[3] de espécies originais.

Em seu projeto cientifico repleto de preconceitos e influência do anticlericalismo iluminista da época, tendo o positivismo e regras epistemológicas preconceituosas contra Deus como o naturalismo metafísico se impondo ao pensamento científico que se renovava no pós revolução francesa cheia de ódio a dominação religiosa pretérita, Darwin falou a língua da onda, e advogou contra a possibilidade de Deus, seguindo o mesmo espírito anticristo que se formava na elite acadêmica, ele foi categórico em sua guerra declarada contra Deus na criação:

“É um esforço inútil decidir esse ponto em fundamentos sólidos, até que uma definição do termo “espécie” seja geralmente aceita; e a definição não deve incluir um elemento que não possa ser determinado, como um ato de criação.” – Charles Darwin

E isso resultou na busca desenfreada por achar uma explicação naturalista por pior que fosse, e rapidamente , em busca de elos e de se provar que Darwin estaria certo, e de que não havia o fixismo criacionista (se bem que muitos naturalistas consideravam muito a plasticidade e variabilidade das espécies) , a taxonomia se viu dentro de um vendaval de  multiplicação de espécies,  já que sub especies, variações, sub especiações, receberam o nome de nova “espécie” na taxonomia cada vez mais “moderna” e cada vez mais darwinista.

A baraminologia, movimento de biólogos taxonomistas do criacionismo e do design inteligente, tem proposto o conceito clássico de especie original derrubado por Darwin, como “baramins” , que seriam as mesmas especies originais criadas dos naturalistas contemporâneos de Darwin, muitos dos quais ele fartamente citou e teve muitos que ficaram contrariados por isso.

Os taxonomistas da “baraminology” se relacionam mais com a taxonomia clássica cladística monofilética que esteve por um grande periodo desconsiderada  em parte por causa do darwinismo, em parte por causa da própria plasticidade das espécies. A baraminologia  propôs a hipótese dos tipos básicos como um conceito taxonômico testável e falseável para poder demonstrar limites parentais e organizar a taxonomia dentro dos limites testáveis e falseáveis que devem nortear toda atividade científica.

E quais são as regras falseáveis para se considerar um grupo de especies como pertencendo a um tipo básico ancestral comum? Assim se descreve no premiado livro científico alemão de Junker e Siegrifield Scherer:

“Tipos básicos é uma unidade de classificação, um taxon, resultado do trabalho da descontinuidade sistemática como é observado na natureza (existem dados que sustentam e identificam descontinuidades nas especies).”

“Todos os indivíduos que estão unidos direta ou indiretamente por cruzamentos são considerados pertencentes a um tipo básico”. (nível genético). E todas as espécies biológicas que se assemelham-se claramente umas as outras pertencem a um gênero (nível morfológico). E todas as espécies biológicas que em princípio podem cruzar entre si pertencem a um tipo básico (nível morfo-genético)”
“Dois indivíduos pertencem ao mesmo tipo básico quando a embriogênese de um hibrido vai além da fase maternal do desenvolvimento e contem uma expressão coordenada e genes morfogenéticos paternos e maternos” ” Se o individuo A não gerar inicio de embrião com B , mas B e A gerarem com C, todos pertencem ao mesmo tipo básico e são candidatos a terem um ancestral “baramin” comum” .

Critério para Bactérias

“Todas as colonias de bactérias (Mayr) que se unem através de um intercâmbio cromossômico de genes mediante conjugação e transdução são consideradas como pertencente a um tipo básico. Todas as colônias de bactérias que tem o mesmo padrão básico in loci de genes no cromossomo das bactérias , tal como se pode ver em mapas genéticos semelhantes, são consideradas como tipos básicos”[4]

Estas regras se centralizam na possibilidade “larga” de cruzamentos, aprofunda a discussão em tornno da possibilidade ou não de emparelhamento cromossômico no “crossing over” e permite, nos testes até 1994,  que até 700 espécie de plantas possam ser relacionadas parentalmente. Disponibilizo aqui uma tabela antiga que precisa ser ainda atualizada:

Tipo básico

Nº Espécies envolvidas

Homens
1
Anatídeos
aprox. 150
Canídeos
aprox. 35
Parentes do pintassilgo
aprox. 140
Ganso de pata bifurcada
aprox. 1
Faisões (fasianídeos)
aprox. 230
Eqüídeos
6
Cercopitecos
aprox. 501
Falcões.
aprox. 60
Tentilhões
aprox. 160
 

Funariaceae
aprox. 500
Plantas com embriões em filete
aprox. 700
Tritíceas.
aprox. 300
Cariofiláceas
aprox. 60
Pseudofrutos
200

Várias espécies testaram positivo para cruzamentos diretos e indiretos (A com C e C com B), mostrando a validade deste critério em relação a explicar a sub especiação, mas algumas espécies permaneceram únicas sem possibilidade de cruzamento como o homo sapiens (sábio).

A imagem pode conter: texto que diz "Por que alguns felinos cruzam com gatos e dão descendentes; lobos cruzam com cachorros e também dão descendentes mas nas trilhões tdibrasil.org/ de tentativas frustradas de cruzar símios com humanos não ocorre nem incio de célula embrionária?"
As super facilidades que os testes baraminologistas permitem propondo cruzamentos artificiais até indiretos, para pertencer a um grupo tipo básico ancestral , e a exigência mínima de que apenas se dê emparelhamento cromossômico e inicio de formação de embrião, geraram muita  riqueza de relacionamento parental entre espécies de grupos de possível ancestralidade comum,  contudo, algumas surpresas ocorreram quando percebemos existirem casos de muita semelhança genética, que não se cruzam de “jeito nenhum”como é o caso do homem,  que os  darwinistas,  sedentos de provarem parentesco entre o homem e símios,  não conseguem obter nenhum resultado , nem dentro destes super largos parâmtros .

Uma das possíveis razões, como   explicaremos mais abaixo, é que se basearam no  conceito antigo de gene,  que já foi superado pelo fato do DNA,  considerado lixo vestigial pelo darwinismo , ter sido descoberto como sendo genes controladores de expressão gênica. O DNA Junk (lixo) na verdade não é lixo vestigial coisa nenhuma, é a parte mais importante do DNA e muda todo conceito de gene pois  faz com que gene se expresse de múltiplas formas [8] produzindo muitas proteínas (fato descoberto em 1982 por Gerald Crabtree [14])  onde mesmos genes podem apresentar até 80% de diferença de comportamento e expressão , como no caso de genes de chipanzés e humanos expressarem 80% de diferenças[9]). Por isso não se cruzam e talvez nem se transferisse um embrião humano fecundado para uma barriga de aluguel símia geraria e teria concepção,  pelos muitas diferenças epigenéticas que influenciam na gestação.

Mas até que o conceito cladístico não regularize de vez o sistema organizacional sistemático da  taxonomia agora toda bagunçada misturando conceitos abstratos como se fossem evolucionistas ,  permanecerão muitos desencontros e  confusões,  já que conceitos abstratos parafiléticos, ou genéticos parafiléticos, não ajudam a organizar, mas somente a transformar a taxonomia em uma  visão profética e pseudocientífica evolutiva.

A baraminologia criacionista, por mais que implique em questões religiosas e  evoque o criacionismo (assim como a teoria da evolução implica em questões de cunho anti-religioso e evoque ao ateísmo), se centraliza numa hipótese testável, mensurável e falseável, portanto é científica segundo critério da falseabilidade de Karll popper. O que a hipótese dos tipos básicos ancestrais  implique em termos filosóficos e religiosos não a invalida como ciência, porque a única coisa que a invalidaria como ciência seria se ela apostasse em aspectos sem falseabilidade,  como demonstra ser a maior parte do evolucionismo histórico paleontológico, que o prório Karll Popper acusou ser um projeto metafísico, depois devido a pressão dos darwinistas voltou atrás (até porque nem toda teoria é pseudocientífica) , mas ao fim da sua vida em entrevista, demonstrou que não voltou muito atrás não.

Em entrevista a John Horgan em 1992, Karl Popper declarou sobre sua qualificação do darwinismo como sendo metafísico e tautológico que: “Isso talvez tenha sido exagerado”. E ainda: “Não sou dogmático a respeito de minhas próprias opiniões” (Popper, apud Horgan, 1998, p. 55). É sem dúvida uma retratação tímida.. ”  https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662005000200009

Os muitos conceitos de  especie, sub especie e variação morfológica, não definem muito bem se são espécie no sentido mais antigo do termo,  ou se são apenas variações e sub especiações dela,  e portanto não geram possibilidade de organização bem definida, otimizada, centrada em um arquétipo ,  mas geram  uma grande desordem , criando disputas e inúmeras brigas entre taxonomistas, onde muitas vezes querem apenas emplacar um artigo cientifico descrevendo mais uma espécie , ou pasmem , até mais uma família, como vemos no caso das mariposas crambidae e pyralidae, que hoje são consideradas duas famílias apenas por causa de uma diferença na audição. Muitos taxonomistas protestaram http://esc-sec.ca/wp/wp-content/uploads/2017/03/Bulletin-Volume40-number3-Sept2008.pdf até porque isso pode gerar consequências de atraso científico, como por exemplo, uma má compreensão do percentual de pragas destas famílias e pode até influenciar diminuindo a preferência por recursos genéticos para atitividades importantes como o MIP- Manejo Integrados de Pragas na agricultura.

Mas nem tudo está perdido, pois a taxonomia moderna, de certa forma, tem vomitado estudos que não sejam monofiléticos , que não remetam a um ancestral fóssil comum (cladística), e isso faz com que situemos os clados em torno de família ou super famílias apenas, ao descrever a historia das especies. Lógico que isso tem causado uma reação violenta dos evolucionistas ao clamarem que “ignorar a evolução é má taxonomia” [5]

Esta tendência é algo que se aproxima da baraminologia, pois reduz a evolução/modificação a estar em torno de clados monofiléticos, de famílias e “super famílias”, e se torna mais indiferente a outra bagunça darwinista lá atrás, onde parasitaram conceitos abstratos taxonômicos para considerá-los evidência de ancestralidade comum sem nenhuma base factual , pelo contrário, se fazendo de indiferentes aos fatos fósseis que tem padrão de surgirem prontos e estarem muito mais distantes lateralmente (disparidade) que a rica biodiversidade hoje, que também é descontinuada.

Mas os darwinistas querem porque querem transformar os conceitos abstratos e esquemas de organização da taxonomia em realidades parentais, por mais que a disparidade lateral fóssil diga “não” na esmagadora maioria das vezes. Por exemplo, organizar classificação em torno de uma característica comum como a bilateralidade (cordatos) é apenas um conceito abstrato e nunca uma evidência de parentesco. É viajar demais querer que tal ordenação seja evidência de parentesco, é transformar a ciência em deduções livres de qualquer compromisso técnico demonstrativo.

“As relações filogenéticas dos cordados ainda não são bem compreendidas, existindo vários esquemas classificatórios conflitantes. Muitas de suas classes são parafiléticas, não atendendo as exigências da cladística, onde somente táxons monofiléticos são reconhecidos como entidades taxonômicas válidas”[6]

Nos fósseis, a descontinuidade entre grupos só tende a aumentar, e se torna mais nítida ainda aquela linha que divide a ancestralidade comum a cada grupo separado, a cada linhagem que se pertence no pomar fóssil. Ou seja, ali nos fósseis onde temos numericamente poucas variações para “justificar” a bagunça darwinista , eles querem também estabelecer outra desordem: Por meio de semelhanças abstratas comuns (como se fossem a prova mais cabal de todas de parentesco).

A taxonomia permite que você estabeleça caixas organizacionais quaisquer , alguém pode propor um táxon novo chamado “pelosdae”agrupando todos os que tem pelo por exemplo, ou um táxon chamado “pumlidae”, todos os que soltam gases e assim depois deduzir “obviamente” que são todos parentes também, mas isso não é ciência dos fatos, mas deduções muito distantes dos testes daquilo que ela reivindica.

Os taxonomistas cladísticos combatem fortemente contra a taxonomia numérica dos evolucionistas como vemos nesta declaração:

“Em taxonomia numérica, a taxonomia é exclusivamente com base na análise de Clustering e “união de vizinho” para melhor ajustar as equações numéricas que caracterizam traços mensuráveis ​​de uma série de organismos. É o resultado de uma medida de “distância” evolutiva entre as espécies. O uso deste método tornou-se raro nos tempos modernos, tendo sido em grande parte substituída pela análises cladísticas, pois a taxonomia numérica é sensível a serem enganados por traços de Plesiomorfia.” [7]

Também com o advento da genética, trazida pelo padre criacionista Mendel, o evolucionismo capturou o conceito de gene” recém nascido na ciência, para bagunçar ainda mais as classificações taxonômicas, e obrigar muitos a fazerem uma releitura de parentesco tendo por base o conceito de gene (já superado pelo fato do DNA considerado lixo vestigial pelo darwinismo ser controlador de expressão e fazer com que gene se expresse de múltiplas formas [8] onde mesmos genes podem apresentar até 80% de diferença como no caso de genes de chipanzés e humanos[9])

“Outra área desafiadora é a co-análise de identidade celular e linhagem de desenvolvimento. Nosso modelo de evolução do tipo de célula irmã sugere que pode haver discordância entre a linhagem evolutiva e a linha de desenvolvimento. Para compreender essa discordância, será necessária uma distinção cuidadosa dos tipos de células em diferentes estágios de desenvolvimento e linhagens. (755)” https://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/text-idx?cc=ptpbio;c=ptb;c=ptpbio;idno=16039257.0011.021;view=text;rgn=main;xc=1;g=ptpbiog

Figura 8: Discordância genealógica da expressão de diferenciação de tipo celular e linhagens populacionais revela insights sobre a evolução do desenvolvimento de tecidos especializados (neste caso, tecido neural animal).  De Liebeskind et al.  (2017, 392, figura 6; reproduzido com permissão da Annual Reviews via Copyright Clearance Center).

Mas brasileiros e darwinistas não desistem nunca, vão continuar insistindo e baseando agora sua bagunça parental em simulações fósseis e transformar fatos em deduções , a evolução/modificaçao/especiação fatos, em conjecturas virtuais.

Dentro da bagunça que virou a taxonomia em relação a definição de especie , depois do darwinismo, o neandertal tendo suas diferenças virou outra especie, mas em compensação inúmeras discussões se multiplicam a respeito onde “os avanços na análise do genoma dos organismos vivos têm demonstrado que nosso ácido desoxirribonucleico (DNA) coincide 99,5% com o dos Neandertais e alguns pesquisadores suspeitam que a coincidência pode chegar a 99,8%[10][11][12][13]

Mas como se estabeleceu assim a taxonomia desde o darwinismo , dentro da ótica usual que disputam as regras do jogo taxonômico atual , podemos dizer que a Bíblia declara que os antes do diluvio eram uma outra especie superior de homo, porque viviam 900 anos e nós somos uma sub especie por deriva genética gerada pelas mudanças ambientais de diversas catástrofes associadas ao diluvio, da qual sobrou alguns que sofreram endogamia e foram se isolando criando nossas etnias de biotipos semelhantes.

Referências

1. Stern, Sacha. (2012). Calendars in antiquity : empires, states, and societies 1st ed ed. Oxford: Oxford University Press. OCLC812406704
2.

1. Carstens, Bryan C.; Pelletier, Tara A.; Reid, Noah M.; Satler, Jordan D. (2013). 1. «How to fail at species delimitation». Molecular Ecology (em inglês). 22 (17): 4369–4383. 1. ISSN 1. 1365-294X. 1. doi:1. 10.1111/mec.12413
2. Neto, SGB; AF, E; S, Mariana (2017). 2. «Speciation in real time and historical-archaeological and its absence in geological time». Academia Journal of Scientific Research (em inglês). 2. ISSN 2. 2315-7712. 2. doi:2. 10.15413/ajsr.2017.0413
3. Hörandl, Elvira (2006). 3. «Paraphyletic versus Monophyletic Taxa-Evolutionary versus Cladistic Classifications». Taxon. 55 (3): 564–570. 3. ISSN 3. 0040-0262. 3. doi:3. 10.2307/25065631
4. Junker, Reinhard., Siegrifield; Scherer (1998). Evolution : ein kritisches Lehrbuch [Evolução: Um Livro Texto Crítico] 4., völlig neu bearb. Aufl ed. Giessen: Weyel. p. 43. 4. ISBN 4. 3-921046-10-6. 4. OCLC 4. 75927572
5. Hörandl, Elvira (2007). 5. «Neglecting Evolution Is Bad Taxonomy». Taxon. 56 (1): 1–5. 5. ISSN 5. 0040-0262. 5. doi:5. 10.2307/25065730
6. Griffiths, Paul. (1992). 6. Trees of Life : Essays in Philosophy of Biology. Dordrecht: Springer Netherlands. 6. OCLC 6. 851388139
«Taxonomia». Wikipédia, a enciclopédia livre. 11 de julho de 2020
8. Joaquim, Leyla Mariane; El-Hani, Charbel Niño (2010). 8. «A genética em transformação: crise e revisão do conceito de gene». Scientiae Studia. 8 (1): 93–128. 8. ISSN 8. 1678-3166. 8. doi:8. 10.1590/S1678-31662010000100005
9. Glazko, Galina; Veeramachaneni, Vamsi; Nei, Masatoshi; Makałowski, Wojciech (14 de fevereiro de 2005). 9. «Eighty percent of proteins are different between humans and chimpanzees». Gene (em inglês). 346: 215–219. 9. ISSN 9. 0378-1119. 9. doi:9. 10.1016/j.gene.2004.11.003
10. Zilhão, João (1 de janeiro de 2012). Elias, Scott, ed. 10. «Chapter 4 – Personal Ornaments and Symbolism Among the Neanderthals». Elsevier. Origins of Human Innovation and Creativity (em inglês). 16: 35–49
11. Zilhão, João (2013). Akazawa, Takeru; Nishiaki, Yoshihiro; Aoki, Kenichi, eds. 11. «Neandertal-Modern Human Contact in Western Eurasia: Issues of Dating, Taxonomy, and Cultural Associations». Tokyo: Springer Japan. Replacement of Neanderthals by Modern Humans Series (em inglês): 21–57. 11. ISBN 11. 978-4-431-54511-8. 11. doi:11. 10.1007/978-4-431-54511-8_3
12. ang, Melinda A.; Malaspinas, Anna-Sapfo; Durand, Eric Y.; Slatkin, Montgomery (1 de outubro de 2012). 12. «Ancient Structure in Africa Unlikely to Explain Neanderthal and Non-African Genetic Similarity». Molecular Biology and Evolution (em inglês). 29 (10): 2987–2995. 12. ISSN 12. 0737-4038. 12. doi:12. 10.1093/molbev/mss117

13.«Neandertais. Parentes distantes ou primos próximos? — NuPArq». http://www.ufrgs.br. Consultado em 8 de agosto de 2020

14. Kant JA, Crabtree GR. Os padrões alternativos de splicing do mRNA produzem as cadeias gama A e gama B do fibrinogênio. Célula. 31 (1): 159-166, 1982. PMID 6896326

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